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SEU PLANO DE SAÚDE PODE SER FALSO

Saiba o que é e o que fazer.


Você já precisou contratar um plano de saúde e percebeu que os planos de saúde são coletivos? Você sabia que seu plano de saúde pode ser falso? Os planos de saúde coletivo NÃO deveriam existir! E vou te explicar o porquê.


1- Mas afinal o que é um falso plano de saúde coletivo é por que ele é falso?


O plano de saúde coletivo, na verdade não é coletivo. É um falso plano de saúde que fazem para evitar uma fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS. Assim, é oferecido um valor inicialmente mais atrativo, mas que depois, com o reajuste anual, fica em um valor bem maior do que o segurado pode pagar. Isto é feito justamente porque tal situação não é regulamentada pela ANS, que faz vista grossa sobre a realidade do mercado.

Por exemplo, imagine que uma corretora começa a te oferecer um plano de saúde no valor de 300 reais. Você contrata achando que pagará algo em torno de 300 a 400 reais num futuro reajuste. Porém, depois de um ano, é feito um reajuste para 4 mil reais. Um absurdo! E você deve saber bem que para ter acesso a alguns serviços do plano é preciso ter um tempo de carência, o que torna ainda mais abusivo o que fazem com você, consumidor.

A ANS, nossa Agência Nacional de Saúde Suplementar, regulamenta apenas os reajustes dos planos individuais e familiares, que praticamente não existem mais nas operadoras convencionais. Nos coletivos, cada empresa faz a negociação do reajuste de acordo com o uso do plano e aqui está o ponto em que falta muita informação ao consumidor na hora de fechar um plano de saúde com uma operadora.

O tema tem chamado tanto atenção devido aos absurdos nos reajustes que o próprio Procon de São Paulo foi à Justiça e além de multar a SulAmérica em 10,5 milhões de reais, justamente por não explicar aos consumidores sobre os reajustes aplicados, não sendo nada transparentes com os consumidores.

Com relação aos planos coletivos, a agência autorizou que as operadoras estabeleçam reajustes anuais em livre negociação com as pessoas jurídicas contratantes — empresa, associação e sindicato, por exemplo — isentando-se de regulamentação e fiscalização. E, com isso, os usuários desses planos acabaram ficando desamparados, restando apenas a Justiça como última esperança de ver o seu direito protegido.





2- Dados sobre os abusos

Aqui apresentamos alguns dados de estudos realizados pelo GEPS – Grupo de Estudos sobre Planos de Saúde – Departamento de Medicina Preventiva – Faculdade de Medicina da USP para demonstrar a situação.

Síntese

● Em 2020, aumentou para 5,44 milhões o número de pessoas conveniadas a planos de saúde “falsos coletivos” no Brasil;

● O crescimento está relacionado a quase extinção da oferta de planos de saúde individuais ou familiares no mercado;

● O reajuste anual das mensalidades desse tipo de plano é muito maior que o aumento permitido pela ANS para planos individuais;

● Além do reajuste abusivo de mensalidades nessa modalidade, milhões de usuários que tiveram suspensão provisória de aumentos em função da pandemia, passaram a ser cobrados de maneira retroativa e cumulativa, a partir de janeiro de 2021;

● Nota-se crescente falta de transparência, fragmentação e sobreposição das regras de reajustes de planos de saúde, que variam segundo tipo de plano, aniversário de contrato, faixas etárias e outras situações.





3- O que preciso fazer?

Busque saber quais são os seus direitos, não deixe que esse tipo de situação aconteça com você! Na maioria dos casos é necessário buscar resolver na justiça, pois é somente desta forma que o consumidor é ouvido. Procure um advogado para verificar seus direitos.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato.




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